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Herya

L'état c'est moi

As origens de Herya remontam às populações das margens do Mondego, as quais se começaram a desenvolver e a separar-se das tribos em redor. De cariz germânico, o povo das montanhas e colinas desceu até ao rio e, à medida que se segregava dos seus vizinhos, começava a distanciar-se em cultura e em língua, absorvendo algumas características helénicas dos povos mercantis que subiam o Mondego para comercializar. Com o decorrer dos tempos, essas nações helénicas foram sendo absorvidas por outros povos e os seus vestígios sobram agora maioritariamente em Herya. Passado mais tempo e com um declive grande entre os proto-heryae e seus vizinhos, os primeiros começaram a conquistar terreno lentamente, movendo-se, sem saber, em direção, aos expansionistas taprobanenses que haviam atracado em Portugal e começado a colonizar a maioria do continente. Também absorvidos por esta nova cultura, a qual germinou a nova aristocracia da região do Mondego, uma nova veia, desta vez apelidada de latina, começou a surgir para além dos laços germânicos e helénicos, a qual perdurou especialmente nas famílias mais importantes do resto da história heryae. Com a partida dos taprobanenses, rapidamente um homem-forte dos povos vizinhos dos heryae, mais germanizados, toma controlo da região em torno do que viria a ser Jawadeen, iniciando uma ditadura militar que perduraria por algumas décadas, até ser derrubada pelo movimento democrático de Heirich, que, auxiliado pelo povo heryae depôs a classe ditatorial e restante aristocracia taprobanense (um dos únicos povos a fazê-lo), instalando um regime mais democrático, mas que olhava para Taprobana e para a sua expansão como inspiração. Heirich é então eleito Imperador pela primeira assembleia constituinte, título que mantém até hoje.

Herya tem uma assembleia e sistema políticos bastante proporcionais, mas dominados pelo movimento de democracia social ligado ao Imperador. Porém, há que notar que o exército heryae, importante a manter a recente independência e a legitimidade do regime, tem uma bancada no parlamento para fazer valer os seus interesses e, claro, os do Imperador, auxiliando o partido que lhe é associado a fazer maiorias quando necessário e para questões de unidade nacional. O país está organizado em torno e Jawadeen a capital incrivelmente tecnológica do estado imperial, o qual rapidamente se expandiu em todas as direções, criando novas cidades e entrepostos costeiros nos limites da sua expansão, povoando-os com hordes de cidadãos e ligando-os por caminho de ferro e alta-velocidade à capital, tornando uma das maiores nações de Portugal bastante coesa, até com as colónias que foi capturando no interior do continente. O imperador procurou rapidamente estabelecer que Herya era um poder crescente, criando alianças com nações ideologicamente semelhantes, as quais se mantêm até hoje, com alguns momentos de instabilidade, porém. Do mesmo modo, assim que fez contacto com as nações deixadas pela partida de Taprobana, velozmente começou a capturar para si cargos importantes no funcionamento do sistema regional de nações, chegando mesmo a nação a ter o cargo mais poderoso na chefia da mesma, por mais do que uma vez.

Finalmente, a economia e sociedade heryae movem-se em torno do desenvolvimento científico, da participação política e do sistema financeiro regulado pelo governo, em que o Estado funciona como um enorme banco, em que os cidadãos depositam o seu rendimento para que o mesmo invista na nação de forma ativa, veloz e em grande escala, o que talvez um dia deixe as agências de crédito mais relutantes. Há também que notar que a família Jünger, instrumental em ajudar o movimento democrático, hoje se encontra presente em postos desportivos e políticos importantes, mas também em posições mais baixas, como o famoso cabo Theobald Jünger, participante na intervenção heryae em Apartamento. Prevê-se que no futuro possam dar a Heirich o seu sucessor.